12 de nov de 2009

Professores universitários assinam Manifesto pela Legalização do Aborto

Hoje (12), professores de diversos cursos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE) estarão presentes em um ato de adesão à Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto – PE. O evento começa às 8h30, no Auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, da UFPE.

Na área sindical, a CUT-PE assinou a adesão à Frente Nacional, e outras representantes de sindicatos reafirmaram a importância deste compromisso, como a Central dos Trabalhadores (as) do Brasil (CTB), Sindicato dos Bancários, Fetape, Sintepe, Sindurb, Sindsprev e Sindserpe. Na área da saúde, o Dr. Tiago Melo, secretário adjunto da Secretária de Saúde do Recife, o Dr. Olímpio Moraes (UPE), a gerente de Atenção à Saúde da Mulher do Recife, Benita Spinelli, além de instituições como o CREMEPE, aderiram a Frente. No meio artístico, o apresentador Roger de Renor, do Programa Sopa de Auditório, assinou a adesão. “Cabe a mulher decidir se quer ser mãe ou não, o corpo a pertence, e essa luta é de toda a sociedade”, comentou Roger durante a adesão. Na política, assinou o manifesto a Coordenadora da Coordenadoria da Mulher do Recife, Juliana César.

Frente Nacional - é uma iniciativa dos movimentos feministas e movimentos sociais de diversos campos para ampliar o debate, atrair novos aliados (as) e pluralizar os argumentos em favor da autonomia reprodutiva das mulheres e o direito ao aborto legal e seguro no país.

Números – Dados do "Dossiê sobre a Realidade do Aborto Inseguro em Pernambuco: O Impacto da Ilegalidade do Abortamento na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde do Recife e Petrolina", realizado, em 2008, pelo Grupo Curumim (PE), CFEMEA (DF) e IPAS (RJ), revelam que cerca de 250 mil internações de mulheres por complicações decorrentes de abortos ilegais são registradas a cada ano no Brasil. O estudo “Magnitude do aborto no Brasil: aspectos epidemiológicos e sócio-culturais” de Leila Adesse e Mario Monteiro, estima que o número de abortos inseguros em nosso país é de 1.054.243 ao ano.

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