11/12/2009

Teatro discute impacto ambiental no centro do Recife

Relatório da ONU aponta as mulheres, principalmente dos países pobres, como o segmento mais vulnerável às mudanças climáticas

Amanhã, dia 12, a partir das 8h, esquetes teatrais itinerantes explicarão para transeuntes do centro do Recife o que representa a Conferência Mundial do Clima (COP-15). A iniciativa do Grupo de Teatro feminista Loucas de Pedra Lilás tem como objetivo aproximar do grande público os assuntos que estarão em pauta na COP-15, além propor, de forma bem humorada e ácida, reflexões sobre as propostas de desenvolvimento sob o bojo de programas governamentais como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Na ocasião, as integrantes do Grupo percorrerão o Mercado de São José, Rua Nova e Rua da Imperatriz.

As apresentações acontecem simultaneamente no Recife e em Copenhagen, na Dinamarca, onde parte das integrantes do Grupo de Teatro que estão participando da Conferência, se unem a outras artistas naturais do México, da Argentina, da Suíça e da Alemanha para apresentar esquetes sobre o papel dos países em desenvolvimento e do primeiro mundo no enfrentamento aos efeitos ambientais provocados pelo aquecimento global. Já no dia 16 de dezembro, as artistas acompanharão o percurso da Marcha Mundial pela Paz e Não Violência, da Praça da Republica até o Marco Zero. O horário: das 17h às 19h.

O Grupo dará um enfoque especial ao impacto do aquecimento global na vida das mulheres. Relatório das Organização das Nações Unidas publicado neste ano aponta que as mulheres, principalmente nos países pobres, compõem o grupo mais vulnerável às mudanças climáticas. Isso porque, no mundo, correspondem a maior parte da força de trabalho agrícola e por terem menos acesso a oportunidades para gerar renda. Elas, segundo o mesmo relatório, administram suas casas e cuidam das famílias, o que diminui sua mobilidade e aumenta sua vulnerabilidade quando ocorrem desastres climáticos".

COP – 15 - A 15ª Conferência Mundial do Clima começou na última segunda-feira (07) e vai até 18 de dezembro de 2009, em Copenhagen, capital da Dinamarca. O encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Kyoto, vigente de 2008 a 2012.

09/12/2009

ONG Gestos realiza Seminário sobre Feminização da AIDS

Hoje (09) e amanhã (10), no Hotel Canárius, em Boa Viagem, a Gestos – Soropositividade Comunicação e Gênero realiza o Seminário Estratégias para o Enfrentamento da Feminização da AIDS na Região Nordeste. Gestores das áreas de DST/AIDS, saúde da mulher e políticas públicas para mulheres, dos nove estados da região, compõem o público alvo do encontro. A iniciativa é parte do projeto Monitoramento das Metas da UNGASS-AIDS em Saúde Sexual e Reprodutiva, financiado pela Fundação Ford, que a Gestos realiza em 16 países.

No Nordeste, há um crescimento do número de casos de ADIS, ao contrário do que ocorre em outras localidades do Brasil, onde nota-se uma estabilidade. Segundo o Departamento Nacional de DST/AIDS –2009, de 1997 a 2007, no NE, a incidência dobrou de 5,3 por 100 mil habitantes para 10,8 e tem crescido entre a população feminina, notadamente a mais jovem.

Desta forma, como parte do capítulo Brasil, a estratégia é o fortalecimento da capacidade de incidir politicamente de mulheres vivendo com AIDS do Nordeste - que participaram de uma oficina no mês de outubro e construíram um plano de incidência política – assim como o fortalecimento do diálogo com os gestores dessa região para articulação de estratégias de enfrentamento da feminização da epidemia, contemplando os direitos sexuais e reprodutivos e a violência e sua interface com a AIDS.

Desde o início das suas atividades, em 1993, a Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero - tem enfrentado a feminização da epidemia da AIDS, desenvolvendo ações para as mulheres no campo da prevenção e da assistência. Durante os últimos anos, tem promovido encontros, seminários, monitorado políticas públicas, desenvolvido pesquisas e publicações sobre o tema. Além disso, tem capacitado lideranças de mulheres soropositivas, contribuindo diretamente para sua formação política e atuação em espaços de controle social.

Serviço: Seminário Estratégias para o Enfrentamento da Feminização da AIDS na Região Nordeste
Local: Hotel Canárius – R. dos Navegantes, 435 - Boa Viagem, Recife, PE.
Data: 09 e 10 de dezembro
Hora: 8h30 às 18h

05/12/2009

Movimentos discutem criminalização das mulheres na Semana dos Direitos Humanos

A legislação brasileira viola acordos internacionais e coloca o país no grupo das nações com os mais altos níveis de desrespeito aos Direitos Humanos da mulheres

Neste domingo (06) e segunda-feira (07), representantes de movimentos sociais de todo o Brasil se reunirão em São Paulo para discutir a conjuntura de criminalização das mulheres pela prática do aborto e de luta pela legalização do aborto no país. A assembléia vai decidir as estratégias de intervenção dos movimentos sociais para enfrentar esse quadro.

Dados do Ministério da Saúde apontam que por ano são praticadas em média um milhão de interrupções voluntárias da gestação. Para os movimentos sociais, o fato do aborto ainda ser crime, não evita sua realização ao mesmo tempo que persegue e pune as mulheres. Coloca em risco a vida das mulheres, principalmente as mais empobrecidas, além de dificultar o acesso aos serviços de saúde e o atendimento nos hospitais. Com isto, o Brasil descumpre tratados internacionais de direitos humanos, dos quais é signatário.

O Brasil deve garantir a implementação de políticas de atenção humanizada na saúde e adotar leis que garantam o reconhecimento da autonomia das mulheres sobre o seu corpo.

A assembléia acontecerá no Sindicato dos Químicos de São Paulo. O evento será impulsionado pela Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. A Frente pode ser integrada por pessoas e organizações que se identificam com esta causa e tem um grupo impulsor nacional integrado pela Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), União Brasileira de Mulheres (UBM), Rede Feminista de Saúde, Jornadas Pelo Aborto Legal e Seguro, Marcha Mundial de Mulheres, pela Liga Brasileiras de Lésbicas, pela Central Única de Trabalhadores (CUT), pesquisador@s, profissionais da área de saúde, da educação, do serviço social, da psicologia, estudantes e parlamentares. Tem como objetivo denunciar e repudiar a criminalização das mulheres, como sendo uma grave violação de direitos humanos.

Serão apresentados no evento os dossiês sobre a realidade do aborto inseguro e o impacto da ilegalidade desse procedimento para a saúde das mulheres. Os estudos foram elaborados nos últimos dois anos por IPAS (RJ), Grupo Curumim (PE) e Cfemea (DF), em parceria com organizações feministas, em cinco estados brasileiros: Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba. Em todas as localidades, por exemplo, foi constatado que a intervenção mais utilizada para assistir mulheres que abortaram é a Curetagem, procedimento mais caro e que oferece mais riscos para as mulheres. O Ministério da Saúde indica a utilização da Aspiração Manual Intra-uterina (AMIU), mais segura, que requer menos tempo de internação e tem o custo menor. Além disso, o SUS não vem oferecendo um serviço de Planejamento Familiar de qualidade, que inclui o atendimento de saúde, oferta de métodos contraceptivos e ações educativas.

Legislação na contramão - Pesquisa realizada pelo IBOPE, em 141 cidades, na qual foram ouvidos 2.002 católicos apontou que: 76% deles são favoráveis ao aborto legal nos serviços públicos; 47% discordam da condenação de mulheres que abortam por problemas financeiros, medo de perder o emprego e abandono do parceiro.

O Center for Reproductive Rights, organização sediada em Nova Iorque, que desenvolve estudos sobre direitos reprodutivos em mais 56 países, aponta que as nações que criminalizam o aborto são as que exibem o pior desempenho social, os maiores índices de corrupção e violência e também os mais altos níveis de desrespeito às liberdades individuais. O Brasil possui a mesma legislação que países como Somália, Quênia, Haiti e Burundi. Países com leis mais flexíveis, nos quais a interrupção voluntária da gestação é assegurada legalmente como um direito das mulheres, declinaram as taxas de mortalidade materna provocadas pelo aborto inseguro, além de não ter ocorrido aumento no número de abortos. Pelo contrário, ampliaram a segurança e o bem estar da população. Entre estes estão: Alemanha, França e Canadá.

04/12/2009

Teatro leva às ruas do Recife discussões da Conferência de Copenhagen

Irreverência e arte são os instrumentos utilizados pelo grupo de teatro feminista Loucas de Pedra Lilás para levar às ruas do Recife provocações sobre o aquecimento global e as políticas de proteção ao meio ambiente. As quatro esquetes teatrais começam a ser apresentadas neste final de semana, no Marco Zero, e também serão levadas para a Conferência Mundial do Clima (COP-15) que acontece em Copenhagen, na Dinamarca, a partir da próxima segunda-feira, dia 07. As primeiras apresentações locais acontecerão neste domingo (06), a partir das 17h, no Marco Zero, na Rua da Moeda e na Praça do Arsenal.

As encenações no Recife têm como objetivo aproximar do grande público os assuntos que estarão em pauta na COP-15, além de propor, de forma bem humorada e ácida, reflexões sobre as propostas de desenvolvimento sob o bojo de programas governamentais como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Já em Copenhagen, as artistas do Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás se unem a outras naturais do México, da Argentina, da Suíça e da Alemanha para apresentar esquetes sobre o papel dos países em desenvolvimento e do primeiro mundo no enfrentamento aos efeitos ambientais provocados pelo aquecimento global.

No dia 12 de dezembro, Dia da Marcha em Copenhagen do Klimafórum (a conferencia paralela dos movimentos sociais), o Grupo de Teatro estará na capital pernambucana, das 8h às 12h, percorrendo pontos como o Mercado São José, a Duque de Caxias, a Rua Nova e a da Imperatriz. Já no dia 16 de dezembro, as artistas acompanharão o percurso da Marcha Mundial pela Paz e Não Violência, da Praça da Republica até o Marco Zero. O horário: das 17h às 19h.

COP – 15 - A 15ª Conferência Mundial do Clima acontecerá entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, em Copenhagen, capital da Dinamarca. O encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Kyoto, vigente de 2008 a 2012.