21 de ago de 2008

Experiência do Uruguai sobre aborto é tema de debate no Recife

Nesta quinta-feira (21), a feminista uruguaia Lucy Garrido, integrante do Cotidiano Mujer e da Articulación Feminista Mercosur, está em Recife para um debate sobre a luta pela legalização do aborto no Uruguai e a Campanha sobre os fundamentalismos. O debate que é uma realização do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Articulação Brasileira de Mulheres acontece às 18h30, na sede do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, na Madalena.

O panorama mundial da Legislação a respeito do aborto marca que 97% de 195 dos países admitem legalmente o aborto em uma gama de circunstâncias, e apenas 3% do aborto é crime em qualquer circunstância (são apenas seis países, dentro os quais está o Uruguai). Neste país, organizações sociais continuam questionando a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, onde já faz dois meses que passaram para o Plenário da Câmara o Projeto de Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, que conta com os votos necessários para ser aprovado. O PL já foi sancionado na Câmara dos Senadores.

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de um milhão de abortos são praticados por ano no Brasil. Ou seja, apesar da criminalização do ato, o mesmo não deixa de acontecer. No entanto, a ilegalidade resulta em práticas inseguras, as quais desencadeiam mais de 200 mil complicações de saúde e centenas de mortes de mulheres. Em 2003, o aborto foi a primeira causa de morte materna em Petrolina e a quarta, no Recife.

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