11 de ago de 2008

Audiência na ALEPE discute impacto do aborto inseguro

Amanhã (12), uma audiência pública na Assembléia Legislativa discutirá o atendimento às mulheres em situação de abortamento nas maternidades de Pernambuco. Na ocasião, pesquisadores de três estados (PE, RJ e DF) apresentarão, em caráter de denúncia, um relatório que revela o descaso e a precariedade da atenção à saúde das mulheres que abortaram de forma espontânea ou provocada. Este mesmo dossiê foi entregue ao Congresso Nacional em julho. A audiência pública acontecerá às 8h30, no 6º andar, no anexo 1.

A pesquisa foi realizada pelo Grupo Curumim (PE), CFEMEA (DF) e IPAS (RJ). A equipe presenciou cenas de erro médico, de falta de atendimento e desrespeito às pacientes. A ação é pioneira no país e melhorar a qualidade do atendimento às mulheres nas unidades públicas de saúde. Foram visitadas unidades de referência, que estão situadas em duas cidades, Recife (Maternidade Barros Lima) e Petrolina (Hospital Dom Malam). Os dados trabalhados são advindos do Sistema de Informação Hospitalar/SIH-DATASUS e do Comitê Estadual de Estudos da Mortalidade Materna, além de entrevistas com pacientes e gestores.

As dificuldades, ainda existentes, de acesso a informações e métodos contraceptivos, combinada com o fato do aborto ser ilegal, leva mais de 1 milhão de mulheres por ano (dados do Ministério da Saúde) a interromperem a gravidez de forma insegura. Mais de 220 mil deles têm como conseqüência, entre várias complicações, infecções graves e perfurações no útero. Estudo do Ipas e do Instituto de Medicina Social da UERJ aponta ainda que entre mulheres com idades de 15 a 19 anos, as regiões Norte e Nordeste são as que apresentam maiores riscos para os casos de aborto, junto com o Distrito Federal e os estados do Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

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