20 de nov de 2008

Pipas denunciam violência contra a mulher

Pipas para lembrar a leveza e o colorido da mulher. É com essa idéia que o Fórum de Mulheres de Pernambuco organiza a última vigília do ano. O movimento acontece no próximo dia 25, a partir das 16h, na Praça do Diário, no centro do Recife.

É com essa idéia que o Fórum de Mulheres de Pernambuco organiza a última vigília do ano para solicitar dos governos estadual e municipal a implementação da Lei Maria da Penha e a ampliação dos serviços de atendimento às vítimas de violência. Pernambuco dispõe de apenas quatro delegacias da mulher, duas casas de abrigo (Olinda e Recife) e dois centros de referência (Olinda e Recife). A vigília será realizada no dia 25 deste mês, a partir das 16h, na Praça do Diario, centro do Recife.

Até lá, mulheres de várias organizações em defesa dos direitos femininos estarão reunidas na ONG Grupo Curumim, em Campo Grande, Zona Norte da cidade, com um único objetivo: construir 223 pipas. Segundo o Fórum de Mulheres de Pernambuco, esse número representa as mulheres assassinadas de janeiro a outubro deste ano em todo o estado. "Cada uma vai ter um nome de uma vítima de violência para dar maior visibilidade e chamar atenção da população com relação ao elevado número de assassinatos no estado", esclarece Sueli Valongueiro, coordenadora do Fórum de Mulheres de Pernambuco e do Grupo Curumim.

De acordo com Sueli, a data da vigília coincide com o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Além de Pernambuco, dezenas de estados também vão realizar o movimento. "Sabemos que o processo para acabar com a violência é lento. A conscientização começa dentro de casa, da escola, na sociedade", declarou. "As mulheres são sujeitas de direito igual aos homens", defende.

Adereços estão sendo feitos na sede da ONG Grupo Curumim, um para cada mulher morta. Em três anos, o Fórum de Mulheres de Pernambuco já realizou 36 vigílias. A ação pretende também incentivar as vítimas a denunciar a violência. "A mulher não tem força para denunciar porque ela está dentro da situação. Por isso, os vizinhos, amigos e parentes devem ajudar", disse a coordenadora. Ela lembra ainda que as denúncias podem ser feitas pelo telefone 180. Através desse número, que atende em todo o Brasil, elas recebem orientações de como proceder em caso de violência.

Fonte (Texto e Imagem): Diario de Pernambuco - Edilson Segundo.

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