13 de mai de 2008

Exposição na Cultura incentiva parto humanizado

Até o próximo domingo (18), a Livraria Cultura, no Recife, sedia uma exposição fotográfica para incentivar o vínculo afetivo entre mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Intitulada "o bebê é nosso", a ação faz parte da Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento, promovida nacionalmente pela Rede Parto de Princípio e, localmente, pelo Instituto Nômades e o Espaço Ishtar. A mostra ainda conta com o apoio do fotógrafo Eduardo Queiroga. As fotos estarão expostas na livraria até o dia 18.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que todo bebê recém-nascido, prematuro ou não, deve permanecer ao lado da sua mãe durante o pós-parto. "No entanto, é comum os hospitais separarem mãe e filho. Tal prática leva a prejuízos para a saúde física, emocional e mental do bebê, além de afetar o estabelecimento de um maior o vínculo entre mãe e bebê", afirma Daniella Gayoso, coordenadora do Instituto Nômades.

A exposição fotográfica em preto e branco é composta por imagens de mulheres pernambucanas e de outros estados no momento de nascimento dos seus filhos. A mostra está acontecendo, concomitantemente, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraná e Minas Gerais.

Rede Parto de Princípio - A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 250 pessoas trabalhando voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.

Efeitos prejudiciais da separação - Risco de queda de temperatura e outros riscos associados; Aumento de stress; Maior probabilidade de fracasso no aleitamento materno; Dificuldade para estabelecer o vínculo afetivo; Aumento do risco de que mãe padeça da síndrome do stress pós-traumático; Contato com bactérias diferentes das da mãe; Infecções por
iatrogenia.

A separação da mãe e do bebê não apenas impede que se percebam os benefícios originários do contato, da amamentação precoce e do corte tardio do cordão umbilical, também permite que os bebês sejam expostos a novos riscos e danos. É difícil aceitar que mesmo com estas informações a separação continue ocorrendo apenas por motivos de organização hospitalar.

Não separar significa:

Não cortar o cordão umbilical até que ele deixe de pulsar. A placenta continua enviando sangue, rico em oxigênio, para o bebê, além de outros nutrientes, facilitando o início da respiração pulmonar.

Que o bebê seja posto imediatamente em contato pele a pele com sua mãe e permaneça assim durante horas, sem interrupção. O colo da mãe proporciona todo o calor que o bebê necessita, além de numerosos benefícios.

Facilitar o início do aleitamento materno. Deve-se proporcionar à mãe a intimidade necessária para que o bebê mame nas primeiras horas de vida por si mesmo.

É importante observar que estas três indicações são determinantes para garantir a saúde do recém-nascido a curto e longo prazo e são aconselhadas pela Organização Mundial de Saúde com base em estudos científicos. Não separar significa também respeitar a intimidade do momento, não interromper o fluxo de hormônios que se produz, não romper a dança amorosa do ser que acaba de nascer e sua mãe, e permitir o começo de uma relação mágica. Tudo isto converte-se em um nascimento mais seguro.

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